A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia foi quem autorizou a deflagração da Operação Draco, realizada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (29), que teve como alvos o deputado federal Eduardo Velloso, o advogado Giordano Simplício e o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim.
A decisão da magistrada permitiu o cumprimento de mandados em endereços ligados ao parlamentar em Rio Branco e no apartamento funcional em Brasília. O gabinete de Velloso na Câmara dos Deputados não foi alvo das diligências.
A investigação é conduzida pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e apura suspeitas de desvio de aproximadamente R$ 912 mil em recursos públicos, oriundos de emendas parlamentares do tipo transferência especial, conhecidas como “emendas PIX”.
De acordo com os investigadores, os recursos teriam sido utilizados para contratar uma empresa responsável por shows no município de Sena Madureira, com pagamentos realizados por meio da Secretaria Municipal de Cultura.
Os investigados são suspeitos de envolvimento em organização criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro.


