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Candidatos destacam dificuldade e profundidade do 1º dia do vestibular da Ufac

Fotos de Iago Nascimento

O primeiro dia do vestibular de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac), realizado neste domingo (11), foi marcado por provas consideradas técnicas, específicas e desafiadoras pelos candidatos. Além do domínio de conteúdos do ensino médio, o exame exigiu capacidade de interpretação, leitura crítica da realidade e sensibilidade diante de temas humanos e éticos ligados à futura atuação profissional.


A estudante Clara Mesquita, que se preparou ao longo de todo o ano para o processo seletivo, avaliou que a prova de Ciências Humanas surpreendeu pelo nível de complexidade. Segundo ela, o exame foi bastante específico e exigiu domínio aprofundado dos conteúdos. “Ficou difícil, mas foi uma prova boa para quem se preparou bem o ano todo”, afirmou.


Em relação à prova de Linguagens, Clara considerou o nível mais acessível, com forte ênfase na interpretação de texto. Já a redação foi apontada como o momento mais marcante do dia. O tema, que abordou os “desafios éticos do exercício da medicina diante do sofrimento humano”, exigiu dos candidatos uma abordagem humanística e reflexiva. “Foi um tema necessário, mas difícil, porque cobra uma visão sensível sobre a profissão”, avaliou a estudante.


A candidata também comentou sobre a expectativa para o segundo dia de provas, marcado para o próximo domingo (18). Para ela, a complexidade apresentada neste primeiro dia indica que o próximo exame pode ser ainda mais exigente. “Acredito que o segundo dia será muito difícil e com conteúdos bem específicos”, projetou.


Outro candidato ouvido pela reportagem do ac24horas foi Augusto Barreto da Silva, de 20 anos, que além de estudante é estagiário. Ele avaliou que, embora a prova tenha exigido bastante conteúdo, o nível de dificuldade esteve compatível com o ensino médio. Augusto destacou positivamente as questões de História e Geografia do Acre, que dialogaram com a realidade local e facilitaram a resolução.


O estudante também chamou atenção para o caráter atual do exame, que cobrou temas geopolíticos recentes, como os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio em 2025. Sobre a redação, Augusto afirmou que sentiu dificuldade no recorte do tema, considerado por ele mais específico do que o modelo tradicional do Enem, o que limitou o desenvolvimento do texto. Ainda assim, disse ter conseguido concluir a prova com bom desempenho.


Questionado sobre o desafio de conciliar trabalho e estudos, Augusto relatou uma rotina intensa de preparação. “Eu trabalho das 7h às 11h. Depois vou para casa almoçar e, em seguida, sigo para a sala de estudos da Ufac, onde fico até por volta das 20h30”, contou.


Mais de 5,4 mil candidatos participam do vestibular de Medicina da Ufac, que marca o retorno do processo seletivo específico para o curso após mais de 14 anos. Além de Rio Branco, as provas também são aplicadas em Cruzeiro do Sul, totalizando oito locais de aplicação em todo o estado.


Com colaboração de Iago Nascimento.


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