O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), concedeu entrevista à TV 5 na manhã desta sexta-feira (16) e falou sobre as fortes chuvas que vêm atingindo a capital, elevando o nível do Rio Acre. Segundo ele, a gestão municipal já está preparada para retirar famílias que possam ser afetadas pela enchente.
“Nunca se tem tanta chuva no meio de janeiro como estamos tendo agora. Já passamos de 300 milímetros agora em apenas 14 dias, 15 dias. Então a chuva esperada para janeiro inteiro é 280, já ultrapassou o que é esperado para o mês inteiro. Então vai ter chuva essa semana toda. As pessoas vão ser retirada com certeza das suas casas, porque o rio já está próximo de 14. Aos 14, a gente tem que retirar. Mas não tem problema, a gente está aqui para isso, para ajudar as pessoas”, comentou.
Falta de água em bairros
Questionado sobre a falta de água em diversos bairros de Rio Branco, Bocalom afirmou que o problema está relacionado ao excesso de areia no manancial, causado pela oscilação do nível do Rio Acre, o que compromete a capacidade de tratamento da água. “Bom, você sabe, já foi feita a reportagem, quando o rio começa com essa história de subir e baixar, o que acontece? Vem areia pura. E aí, a capacidade de tratamento, por exemplo, é 1.600 milímetros por segundo. 1.600 litros por segundo. Aí o que acontece? Vem muita areia, a estação de tratamento não consegue tratar 1.600, trata 1.300, trata 1.200, acaba faltando um pouco de água em alguns locais. O sistema de distribuição está andando. a Prefeitura não deixou de colocar dinheiro. A Prefeitura colocou ao longo desses anos mais de 200 milhões de reais. Então, é uma questão de tempo. Está sendo feita uma reforma grande na estação de tratamento 2, que precisava daqueles equipamentos que tiram a areia do rio. Entendeu? Porque quando a água vem com a areia, então tem que fazer… São quatro locais que têm que passar por reforma”.
Poços artesianos e reservatórios
O prefeito também comentou sobre a perfuração de poços artesianos, que já deve estar ocorrendo na Cidade do Povo, além de projetos futuros para implantação de grandes reservatórios de água.“Eu acho que já está começando a perfurar os poços até de 40 metros lá na cidade do povo, né? Então a gente vai perfurar pra saber se a gente vai conseguir água realmente a 200, 300 metros de profundidade, porque aqui nós temos muita tabatinga, não tem água, tem que passar a tabatinga pra buscar água. Então é isso, é uma questão de tempo. E outra coisa que está no nosso radar pra água é a questão de lagoas. Não tem jeito, vamos ter que partir no futuro pra Lagoa. Nesse momento que o Rio faz isso, que diminui a produção, poderia buscar… são represas, são represas grandes”.
Obras e transporte coletivo
Sobre o viaduto da AABB, Bocalom afirmou que a expectativa é entregar a obra até o fim de fevereiro. “Se Deus quiser, espero que a empresa entregue até o final de fevereiro”.
Em relação à licitação do transporte coletivo, o prefeito disse que o processo está em fase final de ajustes e que o edital deve ser publicado nos próximos dias. “A licitação precisava mexer na lei, a Câmara aprovou a lei no final do ano. Agora a licitação está sendo reformulada novamente e deve ser publicada agora por esses dias. Sendo publicada, a gente não sabe quanto tempo vai demorar. Trata-se de um negócio muito grande, não é um negócio pequeno. É um negócio de 15 a 20 anos. Então isso vira discussão por todo lado. Aí é aquela guerra que vai pra Justiça algumas vezes e tal. Eu espero em Deus que a gente consiga resolver isso o mais rápido possível, mas não é fácil. Muitas vezes é demorado. Vamos esperar para ver a hora de soltar a licitação”, declarou.
Cenário político
Bocalom também falou sobre o que, segundo ele, o credencia a disputar o governo do Acre “Se tem alguém que é direita de verdade nesse estado, se tem alguém que combateu o PT a vida inteira, se tem alguém que tem um projeto que é reconhecido no estado inteiro. Eu sei o que eu imagino que seja melhor para o estado do Acre, porque eu já vim na Acrelândia e estou fazendo hoje. Eu sei que nós temos que explorar a nossa terra, a nossa economia tem que investir na nossa produção agrícola e pecuária. Então isso eu nunca deixei de falar e estou feliz hoje que eu vejo todo mundo plantando café desde 1993”.
O prefeito avaliou ainda que o aumento no número de candidaturas ao governo é positivo.“Eu acho que quanto mais candidaturas tiver, melhor, porque tem segundo turno. Não vejo muito problema. Eu estou no PL. Então acho que é uma questão de se discutir até lá, mas se não der, que saiam tantas candidaturas quanto for necessário. Aí, no segundo turno, os dois melhores vão para o segundo turno e terão o apoio dos outros”.
Por fim, Bocalom afirmou que acredita na possibilidade de união política e que as decisões devem ser tomadas até o início de abril. Apesar de confirmar que pretende colocar seu nome como pré-candidato ao governo, ele ainda não decidiu se deixará a Prefeitura.
“Eu acho que tudo é possível até o final, até o dia 4 de abril, para tomar decisões e tal. É uma questão de discussão. A verdade é o seguinte: todo mundo tem que colocar o nome. Como o meu nome eu ainda não coloquei e só vou definir meu caminho na semana que vem, então aí vai começar o jogo. Até o dia 4 de abril vão se tomar as decisões. Não só eu, como qualquer outro pode não ser candidato. Ou pode aparecer um candidato novo também. Então é a coisa mais natural do mundo. Não dá pra dizer agora. Por enquanto, todo mundo está colocando o nome. Acho que é a coisa mais natural do mundo”.


