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Aliado articula candidatura de Temer para romper polarização em 2026, diz jornal

Ex-presidente Michel Temer na abertura de conferência do Lide em Nova York (Reprodução)

O ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun afirmou que pretende procurar nesta semana o ex-presidente Michel Temer para propor que ele dispute a Presidência da República nas eleições de outubro. A informação foi publicada na coluna Painel, da Folha de S.Paulo.


Segundo Marun, a iniciativa parte de uma insatisfação pessoal com o atual cenário eleitoral. Ele disse não se sentir representado nem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como nome do bolsonarismo para 2026. “Entre o Flávio e o Lula, eu não tenho vontade de votar em nenhum”, afirmou.


Aliado histórico de Temer, Marun ocupou cargos centrais no governo entre 2017 e 2018 e foi deputado federal pelo MDB de Mato Grosso do Sul. Ele disse que não pretende votar em Lula por considerar que o presidente mantém postura hostil ao ex-presidente e ao seu grupo político, associando-os ao impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.


À coluna, Marun também fez críticas ao campo bolsonarista. Segundo ele, não se identifica com a pré-campanha de Flávio Bolsonaro e citou, como exemplo, a viagem do senador a Israel no início da articulação eleitoral. Descendente de libaneses, o ex-ministro afirmou ter posições críticas ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.


Na avaliação de Marun, segundo o jornal, uma eventual candidatura de Temer poderia devolver protagonismo ao centro político e oferecer uma alternativa à polarização. Ele elogiou governadores como Ratinho Junior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS), mas afirmou que o MDB teria mais condições de liderar um projeto centrista.


O ex-ministro ainda afirmou que deverá procurar o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, como forma de discutir o impacto da iniciativa na coesão interna do partido, hoje dividido entre alas alinhadas ao governo Lula e ao bolsonarismo.


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