A Defesa Civil do Estado do Acre mantém alerta máximo e intensificou o monitoramento dos principais rios do estado diante do aumento das chuvas nas últimas horas e da previsão de novos volumes elevados para as próximas semanas. As informações foram repassadas pelo coordenador de Gestão de Risco e Desastres, Pedro Teixeira, em entrevista concedida ao ac24horas na manhã desta sexta-feira (16).
De acordo com Teixeira, o acompanhamento dos níveis dos rios está sendo feito a cada três horas, em articulação direta com as coordenadorias municipais de Defesa Civil. Ele explicou que, em alguns pontos, o monitoramento automático está comprometido devido a problemas técnicos em plataformas de coleta de dados, o que tem exigido o deslocamento de equipes até as réguas fluviométricas para medições manuais.
“Muitos desses rios, por causa das chuvas intensas e também de problemas nas plataformas automáticas, precisam ser monitorados diretamente na régua. Por isso, nossas equipes estão em campo realizando essas leituras de três em três horas”, afirmou.
Segundo o coordenador, além da medição dos níveis, a Defesa Civil Estadual mantém contato constante com os municípios para verificar se já há registros de alagamentos ou se a água começou a atingir residências em áreas ribeirinhas.
As chuvas intensas nas cabeceiras dos rios têm sido determinantes para o cenário de risco. Apenas na noite anterior à entrevista, foram registrados entre 100 e 128 milímetros de chuva em Epitaciolândia e Brasiléia, volume que contribui diretamente para a elevação do nível do Rio Acre. “Toda essa água acaba descendo para o Rio Acre. Na capital, a tendência ainda é de subida e possibilidade de transbordamento. Em regiões como Xapuri, Epitaciolândia e Brasiléia, o cenário também é de elevação”, alertou Pedro Teixeira.
Na região do Juruá, municípios como Marechal Thaumaturgo, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul seguem sob monitoramento reforçado, diante das fortes chuvas registradas nas últimas semanas. Diante do alto risco hidrológico, a Defesa Civil já acionou protocolos de resposta junto às prefeituras, com foco na preparação de abrigos e na organização das equipes para atendimento emergencial às famílias que possam ser afetadas.
“Nós já temos um protocolo estabelecido para que os coordenadores municipais iniciem o trabalho com as equipes das prefeituras, preparando abrigos e toda a estrutura necessária. A ideia é que, se houver transbordamento, tudo esteja pronto para receber as famílias e iniciar imediatamente a assistência humanitária”, destacou.
Pedro Teixeira também informou que as previsões meteorológicas indicam novos episódios de chuva intensa, com acumulados estimados entre 70 e 150 milímetros nas próximas semanas, tanto nas bacias do Acre quanto do Juruá.“O cenário ainda é de alerta total. O gabinete de crise já está acionado, com todos os secretários atentos e mobilizados para colaborar quando necessário”, concluiu.
A Defesa Civil reforça que a população ribeirinha deve permanecer atenta às orientações das autoridades locais e comunicar qualquer situação de risco às equipes municipais.


