A terceira noite do Festival da Farinha, na sexta-feira, 29, em Cruzeiro do Sul, foi marcada por muito romantismo ao som de Lairton dos Teclados, atração principal da programação. O cantor, conhecido nacionalmente pelo sucesso “Morango do Nordeste”, conversou com o videomaker do ac24horas, Kennedy Santos, e demonstrou simplicidade ao relembrar momentos da carreira e da relação com o Acre.
“Prazer é tudo meu, meu querido. Aqui você está em casa, pode ter certeza. Não é a minha primeira vez no Acre. A primeira vez que eu estive aqui foi em 2001 ou 2002. Depois fui para Tarauacá. Ano passado estive novamente aqui, nessa festa. E agora não vamos repetir a dose, vamos tentar fazer melhor”, pontuou.
O artista também comentou sobre a canção que marcou sua trajetória e se tornou obrigatória em todos os shows. “É uma canção que não sai de moda. Ela ficou para sempre, é uma música que eternizou. Graças a Deus até hoje, em todos os shows, tem que cantar. Às vezes não é só uma vez ou duas, a galera sempre pede. É uma canção que não enjoa e está sempre inovando”, ressaltou.
Lairton relatou ainda os desafios da vida na estrada, a rotina intensa de viagens e um período difícil em que precisou se afastar dos palcos. “Cara, teve um período, sim. Não que eu quisesse parar, mas que eu fui obrigado, por questões de saúde. Porque a correria era muito grande. Teve momentos na minha vida que a cabeça pirava, eu não sabia o dia da semana, não sabia que mês estava, não sabia pra onde ir. Quem determinava tudo era a produção. Eu procurei ajuda, tanto psicológica como terapêutica mesmo. Graças a Deus, consegui passar por esse pequeno transtorno e voltei aos palcos para continuar fazendo aquilo que eu mais gosto, que é cantar”, destacou.
Aos 52 anos, o cantor brincou com a boa forma e revelou ter perdido peso recentemente.“Eu não tenho restrição nenhuma com comida, mas procuro maneirar um pouco na gordura. Tive um período que eu estava bem gordinho e tive que dar uma segurada, até perdi uns quilinhos agora. Foram 16 quilos”, salientou.
Apesar das dificuldades, Lairton disse que o contato com o público é o que renova sua energia.“A música renova a gente. Eu sempre digo aos amigos: a música me tirou de umas situações que eu não sei o que seria de mim, em primeiro lugar Deus, e depois a música. Ela é vida, é arte, é tudo pra mim”, afirmou.
Durante a entrevista, fãs e músicos também participaram, reforçando o impacto de sua obra. O tecladista Cefas, por exemplo, contou que aprendeu a tocar inspirado em “Morango do Nordeste”: “A primeira música que eu toquei na vida, que eu aprendi, foi o Morango do Nordeste”, revelou.
Encerrando o bate-papo, Lairton fez questão de apresentar os integrantes de sua banda ao público, quebrando o protocolo das entrevistas tradicionais. “Vocês nunca aparecem na hora da entrevista do artista e eu acho muito justo que vocês apareçam. Palmas pra vocês”, pontuou.
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