Senado aprova convite a presidente da CBF para explicar ‘relação’ com Gilmar Mendes

Ednaldo Rodrigues, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

A Comissão de Esporte do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, um requerimento que convida o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, para explicar, em audiência pública, “supostas condutas irregulares” e “possível conflito de interesses” em decisão concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.


O requerimento, de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE), diz que decisão do STF que manteve Ednaldo no cargo teve Gilmar como relator, e aponta possível conflito de interesses, já que o magistrado é fundador do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), o qual tem parceria comercial para as formações da CBF Academy.


“A gravidade da situação reside não apenas nas alegações em si, mas também no impacto que elas podem ter sobre a credibilidade da CBF. A entidade, embora de natureza privada, exerce uma função social de extrema relevância para o País”, argumenta Girão.


Como mostrou o Estadão, o acordo que manteve Ednaldo na CBF passa por um questionamento. Uma perícia indica que uma das assinaturas é falsa. A análise é sobre a assinatura de Antônio Carlos Nunes de Lima, o coronel Nunes, ex-vice-presidente da CBF e que foi presidente interino da entidade em duas ocasiões. A inspeção foi feita pela perita Jacqueline Tirotti, a pedido do vereador do Rio Marcos Dias (Podemos).


A CBF defendeu a legitimidade do processo e informou que não teve acesso à perícia e que análise está sendo utilizada de maneira midiática e precipitada. “A CBF confia plenamente na Justiça brasileira e permanece à disposição das autoridades competentes para esclarecer quaisquer dúvidas que eventualmente surjam”, diz a confederação.


Recentemente, ele foi reeleito para um novo mandato, aclamado por unanimidade das 27 federações e dos 40 clubes das séries A e B.


Como revelou o Estadão, o Congresso Nacional tem uma “bancada da bola”, que tem pelo menos 22 parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado que atuam para impedir que Ednaldo preste esclarecimentos aos congressistas. Isso já ocorreu, por exemplo, em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), desde que ele assumiu o comando da entidade máxima do futebol brasileiro.


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