Neymar completa nesta quarta-feira (2), um mês desde sua última partida oficial pelo Santos, diante do Red Bull Bragantino, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Desde então, o camisa 10 se recupera de um edema na coxa esquerda e está afastado das atividades com o restante do elenco, enquanto acumula polêmicas fora de campo em meio à sua recuperação. E mesmo após perder um mês de jogos, continua com seu retorno à equipe de Pedro Caixinha incerta.
Pela cronologia dos fatos, Neymar deixou o gramado na partida contra o Bragantino acusando uma lesão na coxa esquerda. Por decisão da comissão técnica, foi poupado do duelo com o Corinthians, na semi do Paulistão, pensando em preservar sua principal estrela para a estreia do Brasileirão. No entanto, desde a eliminação no Estadual, o atacante não evoluiu o suficiente para voltar a treinar junto ao elenco e, consequentemente, retornar aos gramados.
O edema na perna esquerda também fez com que ele fosse cortado da última convocação de Dorival Júnior à frente da seleção brasileira, para os duelos com Colômbia e Argentina em março. Em seu lugar, o treinador convocou Endrick, que havia sendo esnobado das listas do Brasil.
A expectativa inicial do Santos era de contar com o reforço de sua principal estrela já na estreia do Brasileirão, diante do Vasco, em São Januário. O duelo também marcaria o reencontro de Neymar com Philippe Coutinho, parceiros de longa data na seleção brasileira. Para isso, o camisa 10 reforçou a parte física em sua folga do Santos, em sua mansão de Mangaratiba, no Rio, e passou para as atividades em campo assim que voltou ao CT Rei Pelé.
Nos últimos dias, no entanto, Neymar não evoluiu o suficiente para permitir ao Santos contar com seu reforço já no início do Brasileirão. E a tendência é que, para a próxima rodada, ele permaneça focado em sua recuperação e fortalecimento físico, para evitar que haja um problema mais sério do que o edema na coxa, como a ruptura do músculo – que poderia afastá-lo por longos meses dos gramados.
“Não podemos esquecer o longo tempo de inatividade, que ele joga com uma explosão e intensidade tamanha, não sabe atuar de outra maneira e quer sempre jogar, ganhar. Ele passou pelo ciclo de jogo e participou de mais partidas do que fez nesses últimos anos. Agora estamos a prepará-lo para o ciclo de treino e depois vamos prepará-lo para o ciclo e treino e de jogo. É um processo com paciência para que esteja pronto”, explicou Caixinha, sobre a decisão de afastá-lo da primeira rodada, contra o Vasco.
O Santos encara o Bahia neste domingo, pela segunda rodada do Brasileirão. Ainda sem treinar com o restante do elenco, a tendência natural é que o atacante não esteja em campo.