Mais de 8 mil estudantes universitários cruzam fronteira diariamente entre Acre e Bolívia

Cerca de 8 mil estudantes universitários brasileiros atravessam diariamente a fronteira entre o Acre e a Bolívia para estudar em faculdades do país vizinho. O dado foi divulgado durante a última quinta-feira, 27, o encontro do Comitê de Integração Bifronteiriça, realizado em Brasileia, onde autoridades do Brasil e da Bolívia discutiram estratégias para combater a imigração ilegal e o tráfico internacional de pessoas.


O evento, promovido pelo Governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), destacou a necessidade de ações conjuntas para garantir segurança e direitos aos estudantes que fazem esse trajeto diariamente.


A primeira secretária do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Luana Melo, ressaltou que, apesar da curta distância geográfica, as diferenças de idioma podem dificultar a comunicação e a integração.


“Muitos brasileiros que atravessam a fronteira para estudar em Cobija, por exemplo, precisam lidar com o espanhol e, muitas vezes, sentem dificuldade em se expressar e entender as aulas e interações sociais, assim como as leis do país vizinho. Isso não apenas impacta o desempenho acadêmico, mas também a experiência geral desses jovens, que buscam oportunidades de aprendizado em uma nova cultura”, informou Luana.


O encontro resultará na elaboração de uma ata com compromissos bilaterais, que devem avançar nas esferas municipal, estadual e federal. A iniciativa reforça o histórico do Acre na pauta migratória: em janeiro, o estado recebeu o Selo MigraCidades 2024, concedido pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em reconhecimento às políticas de integração de migrantes.


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