Uma candidata aprovada no processo seletivo de análise curricular para a Educação realizado pela Prefeitura Brasileia entrou em contato com o Ecos da Notícia na tarde desta quinta-feira, 27, para relatar uma situação de pressão e intimidação após ser convocada. De acordo com Thalyta Karollyne Filgueiras Rodrigues, uma das aprovadas, o edital mencionava vagas tanto para escolas urbanas quanto nucleadas. No entanto, após a convocação, só havia vagas na zona rural, especificamente no KM 19, com mais 13 km de ramal.
“Não há transporte para nos levar, e ainda estamos sendo pressionadas a aceitar ou desistir do contrato”, afirmou Thalyta. Segundo ela, uma amiga que também foi convocada está sendo intimidada. “Desde que fomos chamadas, estamos sendo maltratadas. Dizem para desistirmos, como se fosse uma obrigação aceitar a vaga na zona rural sem qualquer apoio”, acrescentou.
Thalyta também relatou que, ao receber a ligação de Edson, um dos responsáveis pelo processo seletivo, foi tratada com falta de cordialidade. “Ele foi muito ignorante, nem sequer explicou a situação. Só disse: ‘Só temos vaga na zona rural. Se você não quiser, é só assinar a desistência que eu vou chamar o próximo da fila’”, relatou.
As candidatas afirmam que estão sendo obrigadas a aceitar a vaga mesmo sem condições básicas, como transporte, e denunciam que a postura adotada pelos organizadores do processo seletivo tem sido de pressão constante. “Simplesmente mandam a gente para a zona rural e não querem saber como será”, concluiu Thalyta.