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Sítio arqueológico em aldeia no Acre estaria sendo explorado sem acompanhamento oficial

Indígenas da etnia Kuntanawa, no Alto Rio Tejo, no município de Marechal Thaumaturgo, descobriram há mais de dois anos um sítio arqueológico na aldeia Kutamanã. No entanto, as escavações no local estão sendo realizadas sem o acompanhamento dos órgãos responsáveis. A situação foi denunciada pelo jornalista Altino Machado.


Conforme Machado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) não realizam até nenhum acompanhamento das explorações na região.


Segundo o jornalista, o líder indígena Haru Kuntanawa afirmou que já foram encontradas cerca de 3 mil peças de cerâmica, além de machados de pedra e outros artefatos históricos, e que os próprios indígenas estão documentando as descobertas com a perspectiva de um mapeamento da área.


Altino Machado disse ainda que questionou o superintendente do Iphan no Acre, Stenio Melo, sobre o caso. Melo afirmou que entrou em contato com Haru Kuntanawa há dez dias e solicitou a formalização da descoberta por meio de um ofício, mas ainda não recebeu resposta.


“Com base nas imagens recebidas, vamos abrir um processo e encaminhá-lo a Brasília para solicitar uma fiscalização. Também será necessário envolver a Funai, pois se trata de uma área pleiteada como território indígena”, declarou Melo.


Conforme Machado, os Kuntanawa vivem nas margens do Alto Rio Tejo, no interior da Reserva Extrativista (Resex) do Alto Juruá, no extremo oeste do Acre, e há anos pleiteiam seu reconhecimento étnico, além da identificação e delimitação de sua Terra Indígena, que se sobrepõe a uma parte da Resex do Alto Juruá.


“É necessário que o Iphan, ICMBio e Funai se articulem para assumir suas responsabilidades e fortalecer a demanda dos Kuntanawa pelo reconhecimento oficial do seu território”, disse.


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