O setor varejista no Acre apresentou um desempenho negativo no final do ano passado, fechando 2024 com um saldo negativo de -2,7% nas vendas em dezembro, na comparação com o mês anterior, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, no acumulado do ano, o estado registrou um crescimento de 6,2%, nas vendas do varejo.
Em relação ao volume de vendas ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, além de material de construção, o Acre fechou dezembro com uma queda de -1,9%, após um crescimento de 0,5% em novembro. No acumulado anual, o volume de vendas ampliado cresceu 3,8%.
Já em relação à receita nominal de vendas do comércio varejista, o estado teve uma retração de -3,2% em dezembro, após um aumento de 3,8% em novembro. No ano, a receita nominal cresceu 11,2%.
Em relação ao cenário nacional, o Brasil fechou 2024 com um crescimento de 4,7% nas vendas do comércio varejista, o maior avanço desde 2012, quando o setor registrou alta de 8,4%. Apesar disso, em dezembro, as vendas no país variaram negativamente em -0,1% em relação a novembro, resultado considerado pelo IBGE como estabilidade.
A pesquisa do IBGE ouviu 6.770 empresas formais do setor de comércio em todo o Brasil, com pelo menos 20 pessoas ocupadas, abrangendo todos os estados e o Distrito Federal.
Setores que impulsionaram as vendas
Dentre as 11 atividades pesquisadas pelo IBGE, oito apresentaram crescimento em 2024. O destaque foi o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que subiu 14,2%, acumulando oito anos seguidos de alta.
Outros segmentos que contribuíram para o resultado positivo foram veículos e motos, partes e peças (11,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,1%), material de construção (4,7%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,6%), móveis e eletrodomésticos (4,2%), tecidos, vestuário e calçados (2,8%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,7%).
Por outro lado, três atividades tiveram queda nas vendas: combustíveis e lubrificantes (-1,5%), atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-7,1%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-7,7%). O segmento de livros e papelaria vem acumulando quedas há anos, com exceção de 2022, reflexo do processo de digitalização e da redução no consumo de produtos físicos.