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Por melhores salários, 32% dos brasileiros pretendem mudar de emprego em 2024

09 07 2020 teletrabalho 7
Alguns setores são mais atraentes que outros no Brasil. É o caso da manufatura de produtos eletrônicos e da indústria automotiva /Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com mercado de trabalho aquecido, os brasileiros estão em busca de oportunidades mais atrativas, em especial a Geração Z. São 32% dos profissionais que indicaram mudar de emprego em 2024, sendo que 14% já se recolocaram nos últimos seis meses do ano passado.


Os dados são da pesquisa da Randstad adiantada com exclusividade para a CNN.


Aqueles nascidos entre 1997 e 2012, conhecidos como Geração Z, são os que mais acompanham esse movimento. Suas motivações são, assim como as dos “millennials” e dos “baby boomers”, possuir uma progressão na carreira e melhores salários e benefícios nas empresas.


Esse cenário se deve, em parte, pela perspectiva do aumento do custo de vida. Segundo a Randstad, dois em cada cinco profissionais não receberam nenhum tipo de aumento ou auxílio para compensar a inflação, enquanto 30% indicaram que um aumento no salário compensou esse empecilho.


A necessidade de melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional foi outro ponto apontado na decisão de procurar outro empregador, segundo o levantamento.


Nesse contexto, algumas empresas foram escolhidas como as melhores para se trabalhar, conforme o levantamento. A Samsung encabeça a lista, tendo como principais pontos positivos a saúde financeira e reputação. Não é diferente com a Nestlé, que ocupa o segundo lugar no ranking.


Já a Petrobras, que ocupa o 3º lugar, possui como atrativo a evolução e o desenvolvimento contínuo dos seus funcionários, assim como indicado por eles na pesquisa.


“O levantamento existe há mais de 20 anos e revela uma profunda compreensão das tendências e dinâmicas atuais do mercado, fornecendo insights valiosos para as estratégias futuras das empresas” e podendo ser usado para identificar as necessidades e preferências dos trabalhadores, afirma Fabio Battaglia, CEO da Randstad Brasil.


E alguns setores são mais atraentes que outros no Brasil. É o caso da manufatura de produtos eletrônicos e da indústria automotiva.


Não ocorreram grandes mudanças nesse quesito nos últimos três anos. Contudo, uma novidade deste ano foi o fator da equidade nos negócios.


Cerca de um em cada três profissionais brasileiros se identifica como parte de um grupo minorizado, seja devido ao gênero, orientação sexual, etnia/nacionalidade, religião, deficiência ou outra característica, principalmente entre as mulheres mais jovens.


Desse grupo, mais da metade já enfrentou algum obstáculo para progredir na empresa devido à sua identidade.


Busca por novos empregos

O LinkedIn sai em disparada como a plataforma mais acessada por aqueles que mudaram ou pretendem mudar de emprego no Brasil.


Hoje, 60% da força de trabalho nacional possui uma conta na rede social profissional, os quais a utilizam para, além de se candidatar a empregos, como forma de sentir-se conectado e se manter atualizado sobre informações do mercado de trabalho.


Outros sites de emprego e a seção “trabalhe conosco” das empresas são outros meios pelos quais os profissionais buscam por novas colocações.


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