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Governo quer deixar discussão sobre taxação de compras para depois das eleições

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Homem faz compras no computador usando cartão de crédito Unsplash/Rupixen

Deputados envolvidos na articulação da taxação de compras internacionais de até 50 dólares afirmam que o governo gostaria que a discussão ficasse para depois das eleições municipais. Há uma preocupação do Planalto, na avaliação de parlamentares, de que a impopularidade da medida possa recair sobre o colo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


No ano passado, quando a discussão foi levantada pelo Ministério da Fazenda, até a primeira-dama, Janja, se envolveu na articulação para explicar que a taxação planejada era para empresas, e não para os contribuintes.


Na quarta (22), o governo conseguiu adiar a votação da medida para fazer novas rodadas de negociação com a Câmara. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), é um dos principais articuladores da matéria.


Uma das opções avaliadas é que, somada ao ICMS, a taxação não ultrapasse a alíquota de 45%. No texto, no entanto, o valor seria de 60% sobre todos os produtos importados. O presidente Arthur Lira deve levar outras alternativas a Lula.


A taxação foi inserida como um “jabuti” no projeto que cria o programa mobilidade verde e inovação, o Mover, na forma de emenda.


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