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Golpes por ligação e SMS ainda fazem vítimas; não caia neles, veja dicas

Golpes por telefone ainda existem e têm como alvo os idosos, preferencialmente Imagem: Getty Images/iStockphoto…

Apesar do avanço tecnológico na comunicação pelo celular, o SMS e as chamadas telefônicas —considerados obsoletos pelos millennials e a geração Z— continuam no radar dos golpistas. Um estudo mostra que os alvos preferenciais são adultos mais velhos e idosos.


Dados de 2023 da Silverguard, empresa de cibersegurança, mostram que 26% dos golpes contra pessoas acima de 40 anos começaram por telefone (SMS ou ligação). Para quem tem mais de 60, o índice foi de 19%. E de 7% para quem tem entre 40 a 59 anos. O indicador é de 5% para vítimas com idade entre 18 a 39 anos.


Os idosos, alvos considerados fáceis por criminosos em casos de estelionato, enfrentam dificuldades com senhas e aplicativos, sendo vulneráveis a abordagens suspeitas. A adoção de cuidados específicos poderia evitar ações relativamente conhecidas pelos golpistas, que se aproveitam da fragilidade dos idosos em lidar com tecnologia.Raquel Gallinat, delegada da Polícia Civil de São Paulo.


Daniel Barbosa, especialista em segurança da informação na ESET Brasil, empresa de cibersegurança, avalia que os golpes com SMS e ligações aos mais velhos ocorrem pela falsa sensação de credibilidade que esse tipo de contato transmite.


Os golpistas recorrem à “engenharia social”, uma manipulação psicológica das vítimas. Geralmente inventam alguma situação para criar a sensação de urgência para esconder a fraude.


Essas abordagens continuam a ser uma ferramenta comum, pois oferecem uma forma direta de interação com as vítimas, permitindo a aplicação de golpes de maneira convincente e personalizada.
Daniel Barbosa, da ESET


Como saber se o SMS ou ligação é golpe


Falsa sensação de urgência: para o golpe dar certo, os cibercriminosos criam situações que não permitem que as vítimas avaliem corretamente. A intenção é justamente fazer a pessoa tomar a decisão sem pensar nas consequências, como transferir dinheiro ou fornecer dados. O golpista também costuma insistir até conseguir o que deseja.


Solicitação de informações pessoais: bancos não pedem e/ou solicitam seus dados financeiros por telefone ou SMS. Os golpistas podem até ter seu nome completo ou CPF, mas dificilmente detêm dados bancários. Por isso, ligam para você para obtê-los.


Ameaças e intimidações: uma tática usada por golpistas é relatar um eventual problema bancário e logo ameaçar a vítima. A ideia é dizer que conta ou cartão serão bloqueados caso não alguns dados não sejam fornecidos para resolver o problema. Os bancos não adotam essa prática.


Remetente desconhecido: em geral, os celulares mais modernos já indicam o nome do remetente no SMS ou na ligação quando se trata de um contato de banco ou de telemarketing. Se não aparecer, mesmo que seja um 0800, desconfie.


Ao identificar um ou mais desses indícios, é essencial agir com cautela, verificar a autenticidade da solicitação através de meios seguros, como contatos oficiais diretos com a instituição em questão, e jamais compartilhar informações sensíveis sem confirmação adequada. Essa abordagem proativa pode ajudar a evitar potenciais golpes e proteger suas informações pessoais e financeiras.
Daniel Barbosa, da ESET


O que fazer em caso de contato suspeito de golpista?


De acordo com a delegada Gallinati, é fundamental que as vítimas registrem um Boletim de Ocorrências para notificar as autoridades. Só assim elas podem saber o número usado para golpes. O crime praticado pelos golpistas é estelionato, que tem pena de um a cinco anos de prisão.


“Quando recebe um telefonema ou um SMS, o idoso tem que sempre ter alguém monitorando e orientando de forma permanente, porque realmente existe essa vulnerabilidade de não ter conhecimento com tecnologia, com informática”, alerta.


Além do BO, outras medidas devem ser adotadas após o contato do golpista


Fonte: UOL


 


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