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Governo usa redes para “alfinetar” Carlos Bolsonaro, alvo de operação da PF

Reprodução de imagem compartilhada pelo governo federal nas redes sociais nesta segunda-feira (29)Reprodução/X/govbr


 


A operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo Carlos Bolsonaro, vereador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ficou entre os assuntos mais comentados das redes sociais nesta segunda-feira (29) depois do cumprimento de mandados de busca e apreensão contra ele como parte da investigação sobre o monitoramento ilegal de políticos e autoridades por meio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).


Horas após o início das ações, a conta oficial do governo federal ironizou a situação de Carlos Bolsonaro através de publicações feitas no X (antigo Twitter).


A primeira postagem foi sobre o trabalho de combate à dengue. Com “toc, toc, toc”, o perfil orientou a população a receber os agentes comunitários para prevenir o avanço da doença.



A frase relembra uma fala da ex-deputada Joice Hasselmann em 2022, que durante um discurso na Câmara dos Deputados simulou uma possível chegada da PF à casa de Jair Bolsonaro. Hoje, após a operação, Joice “recriou” o vídeo em seu Instagram. “Carluxo…toc, toc, toc. Quem é? É a Polícia Federal”.


No segundo post, a conta usou a hashtag #GRANDEDIA para anunciar o início do pagamento do novo salário mínimo de R$ 1.412, no dia 1° de fevereiro. A expressão era frequentemente usada por Bolsonaro em suas redes sociais.



Os usuários reconheceram as “alfinetadas”. Juntas, as duas postagens alcançaram mais de 1 milhão de pessoas na plataforma.


Nas redes sociais, o ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Paulo Pimenta, disse que “é difícil para quem raciocina em uma linguagem analógica tradicional entender o papel dos algoritmos nas ‘janelas de oportunidades e fluxos’ que a comunicação digital precisar considerar”. “É como se tivesse um trem em alta velocidade passando. Se eu ficar na frente sou atropelado…”


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