A África do Sul está vendo os apelos para que a família real britânica devolva um grande diamante, assim como outras joias, crescerem drasticamente após a morte da rainha Elizabeth II na quinta-feira da semana passada, 09 de setembro.
Trata-se do maior diamante de lapidação do mundo, chamado de “Great Star of Africa” (“Grande Estrela da África”, na tradução), ou ainda Cullinan I. A peça é um diamante lapidado de uma gema maior extraída no país em 1905.
Segundo o Royal Collection Trust, responsável pela supervisão da coleção real dos nobres britânicos, na época, o artefato foi apresentado ao então rei Edward VII dois anos após ser encontrado em uma mina particular na África do Sul.

Cetro e coroa de Elizabeth II – Getty Images.
“Ele foi enviado para Asscher de Amsterdã para ser fendido em 1908”, diz a instituição. O Royal Asscher acrescenta que o governo do Transvaal da África do Sul, http://ecosdanoticia.net/wp-content/uploads/2023/02/carros-e1528290640439-1.jpgistrado pelo domínio britânico, comprou a gema e presenteou Edward em seu aniversário.
Atualmente, o diamante pode ser visto no cetro real da rainha Elizabeth II, mas continua causando polêmica, principalmente devido à forma com que foi adquirido, nas raízes do colonialismo britânico.
Retorno do diamante
Segundo reportou a CNN Internacional, uma petição que exige a devolução do diamante “Great Star of Africa” por parte da família real britânica e sua posterior exibição em um museu sul-africano foi assinada por mais de 6 mil pessoas.
Na política, Vuyolwethu Zungula, membro do parlamento sul-africano, também faz parte do movimento e pediu que o país exigisse “reparações por todos os danos causados pela Grã-Bretanha” além da “devolução de todo o ouro e diamantes roubados pela Grã-Bretanha”.
À imprensa sul-africana, o ativista Thanduxolo Sabelo afirmou: “O Cullinan Diamond deve ser devolvido à África do Sul com efeito imediato. Os minerais de nosso país e de outros países continuam a beneficiar a Grã-Bretanha às custas de nosso povo”.
Fonte/ Portal aventurasnahistoria.uol