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Morre sambista Monarco aos 88 anos no Rio de Janeiro

Monarco conheceu a Portela, e o samba, aos 10 anos de idade, quando se mudou para Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio e bairro de origem da escola de samba - (crédito: Território Cultural/Divulgação)

O Brasil se despediu, neste sábado (11/12), de um dos nomes mais importantes do samba. Hildemar Diniz, o Monarco, morreu aos 88 anos no Rio de Janeiro. O sambista estava internado desde novembro no Hospital Federal Cardoso Fontes e não resistiu às complicações de uma cirurgia no intestino. Não há, ainda, informações sobre o velório e enterro do músico.


“Luto no mundo do samba! É com tristeza profunda que a Portela informa a morte de nosso Presidente de Honra. Ele deixa esposa, filhos, netos e uma legião de fãs e admiradores”, escreveu o perfil oficial da escola de samba em uma homenagem feita nas redes sociais.


A 22 vezes campeã do carnaval carioca usou versos cantados por Dona Ivone Lara, ao se despedir do sambista Silas de Oliveira, para demonstrar o sentimento da equipe quanto à despedida de Monarco.


“Os versos cantados por Dona Ivone Lara na despedida de Silas de Oliveira na canção “Adeus de um poeta” bem cabem ao sentimento que o mundo do samba sente agora. “Por nós tu não terias ido agora/ É doloroso/ Todo o samba chora (…)/ É triste mas foi mais um bamba/ Que o mundo do samba Perdeu!”, escreveram.


Um dia antes da morte, o sambista foi homenageado durante a inauguração da Sala de Troféus da Portela, nesta sexta-feira (10/12). O local recebeu o nome de Monarco. Foi também na escola de samba do coração que ele se apresentou pela última vez, no evento Feijoada da Família Portelense, em outubro.


“Esteve ao lado de seus companheiros de estrada e de vida da Velha Guarda Show”, lembrou a diretoria da Portela.


Monarco conheceu a Portela, e o samba, aos 10 anos de idade, quando se mudou para Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio e bairro de origem da escola de samba. Ele teve contato com os sambistas, integrou blocos e, aos 13, começou a compor sambas. Ainda adolescente, recebeu o apelido dos colegas. Em 1950, foi convidado a se tornar compositor da Portela, onde se tornou o líder da velha guarda.


Foi ele que consagrou os sambas “de terreiro” ou “sambas de quadra”, aqueles entoados nos ensaios, que mais tarde foram tornados em uma espécie de patrimônio cultural coletivos das associações de samba. Um deles é o “Passado de Glória”, que já foi utilizado como a canção que aqueceu a escola na área de concentração antes do desfile de Carnaval. Monarco também deixou 16 álbuns gravados, com várias canções que representam o Brasil.


Fonte: Correio Braziliense


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